Jornalismo digital 2014, o que você verá de novo?

Com a propagação da internet nos quatro cantos do mundo, o público se tornou mais exigente e não se contenta com o básico, quer algo novo, surpreendente. Aquela imagem que vai lhe tirar o fôlego, que vai manter o telespectador sentado, ou deitado em um sofá, sem ao menos pensar em mudar de canal.

Pensando nisso, os principais veículos de comunicação estão realizando pesquisas, analisando dados, para que esse público se sinta satisfeito com aquilo que está sendo veiculado.

O site Journalism.co.uk falou com especialistas da BBC, CNN, ITV News, Trinity Mirror e The Washigton Post para descobrir quais seriam as principais tendências do jornalismo digital em 2014.  A lista completa você confere abaixo:

1. Mobile e design responsivo

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Celulares e tablets são o hype do momento. Todos grandes veículos internacionais estão estudando como produzir bom conteúdo para dispositivos móveis. De um lado, alguns defendem o “design responsivo” onde um site se adapta a cada plataforma. De outro, estão os que defendem a produção de conteúdo exclusivo para cada modelo.

2. Conteúdo geolocalizado
Entregar conteúdo sobre o que está acontecendo “agora” não é mais suficiente. Os veículos de comunicação vão ter que investir no que está acontecendo “aqui e agora”, entregando notícias e informações que se relacionam com o lugar onde o leitor está.

3. Redes sociais privadas (uma espécie de Facebook corporativo/particular)
Em 2013 diversas pesquisas mostraram que os adolescentes estão saindo do Facebook porque seus pais entraram na rede social. O Instagram criou a possibilidade de você compartilhar conteúdo com apenas uma pessoa e diversas redes “privadas” como o  Snapchat apareceram. Será que depois de tanta exposição em 2013, voltaremos a buscar privacidade em 2014? E como os veículos de comunicação vão reagir a essa tendência?

4) Jornalismo feito por Drones

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Fotos tiradas por drones em locais de difícil acesso e em situações de conflito já foram usadas por jornalistas em 2013. E esses pequenos aviões robôs devem se tornar mais populares ainda no jornalismo de 2014.

5. Vídeos curtos
O acesso à internet por celulares tem crescido muito e esses aparelhos são desenhados pensando em vídeos curtos. O Instagram já introduziu a possibilidade de upload de vídeos de poucos segundos em 2013, e a BBC tem criado vídeos exclusivos, de 15 segundos, para veicular nessa rede social.

6. Análise de dados e audiência em tempo real
Reagir mais rápido ao comportamento do leitor. Usando ferramentas como Chartbeat ou o real time do Google Analytics as redações devem ficar atentas à sua audiência minuto a minuto.

7. Windows Phones
Os especialistas ouvidos pelo Journalism.co.uk apontam que as novas câmeras dos aparelhos com Windows Phone são muito melhores que a do iPhone 5S e poderiam causar um grande impacto para o jornalismo produzido com mobile. A dúvida é se os criadores de aplicativos vão adotar o Windows Phone.

8. Tecnologia “vestível”

Tudo indica que os óculos do Google (Google Glass) serão lançados no mercado em 2014. Com a possibilidade do relógio da Apple ser lançado no mesmo ano, teremos a chance de assistir uma revolução causada por esses gadgets “vestíveis”. Alguns especialistas acham que o impacto para a comunicação pode ser tão grande quanto o dos smartphones.

9) Notícias “antecipatórias”
No mundo das notícias baseadas em dado, vale ficar atento às informações que os leitores têm compartilhado sobre seus planos e futuros compromissos como calendários e localizações futuras. Analisando esses dados é possível saber onde os seus leitores estarão e o que estarão fazendo e oferecer-lhes conteúdo relacionado a essas atividades.

10) Publicidade nativa
Uma área que deve continuar se expandindo é a de conteúdo patrocinado e publicidade nativa que envolve um esforço conjunto entre os veículos de comunicação e os anunciantes. Uma vez que os velhos banners já não são mais atraentes para o público, a tendência de anúncios casados com conteúdos é grande.

Conheça todos os detalhes desse estudo no site  Jornalismo.co.uk.

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A fé dos Brasileiros.

É cada vez mais comum a Análise de dados no Brasil, o chamado Jornalismo de Dados. Os meios de comunicação estão atentos a essa “novidade” e a cada dia se atualizam mais em relação a essa questão. O Estadão, um das principais mídias do Brasil, se atentou a esse novo modo de se fazer jornalismo, apresentando dados, e é comum a cada semana termos matérias com análises de dados. Uma das mais recentes é quanto a fé dos brasileiros.

Analisando dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), O Estadão produziu uma série de analise de dados que revela o tamanho e a distribuição dos diferentes grupos religiosos no Brasil. Foram analisadas as informações e transformações desde 1940.

 

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Com base nessas informações percebemos que os Católicos são maioria na região Nordeste, em Minhas Gerais e no Sul. A cidade de união da Serra no Rio Grande do Sul, chega a ter 99% de católicos. No mesmo estado, na cidade de Arroio do Padre, apenas 8% seguem o catolicismo.

Os Evangélicos são maioria na região Norte e Centro Oeste do nosso Brasil. A cidade com o maior número de Evangélicos é Arroio do Padre, no Rio Grande do Sul, com 86% da população. No mesmo estado, a cidade de Coronel Pilar tem 0,4 de praticantes.

Esse dados são importantes para que Católicos, Evangélicos, e demais religiões, estudem a melhor forma de atuação e com isso consigam obter mais praticantes para o seu segmento religioso.

 

Reference: http://www.paradoxzero.com/2014/01/projetos-jornalismo-dados-conferir/

InfoAmazônia – A maior floreta tropical do mundo.

O projeto Info Amazônia foi idealizado por Gustavo Faleiros, do portal O Eco. A pesquisa agrega dados e notícias sobre a maior floresta tropical do mundo. O projeto foi lançado em 2012 e é sustentado por uma re organizações e jornalistas que colaboram com atualizações sobre os nove países da região.

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O resultado são mapas que mostram aspectos como áreas protegidas e territórios índigenas, desmatamento, petróleo e gás, hidrelétricas e mineração.

Esses dados são de fundamental importância para que os responsáveis pela proteção e conservação da floresta, tenham a ideia de onde está o problema e qual a melhor forma de atuação. Com o jornalismo de dados é possível descobrir a região em que a floresta foi mais desmatada e com isso criar programas de proteção, que de forma específica irá proteger as nossas áreas verdes.

É um estudo amplo, que requer dedicação e conhecimento sobre o jornalismo de dados. Porém, não é algo impossível de se fazer. O jornalismo de dados terá fundamental importância na preservação da nossa  floresta amazônica.

Reference:http://www.paradoxzero.com/2014/01/projetos-jornalismo-dados-conferir/

 

Jornalismo de Dados – Recursos para ajudar repórteres a coletar, organizar e analisar dados.

Mas o que exatamente é jornalismo de dados? A cobertura jornalística com base em dados é uma combinação de variados campos, de design gráfico a pesquisa investigativa. Mas esta definição nebulosa pode deixar alguns jornalistas confusos quanto ao que realmente é, e como começar.

O primeiro passo para se tornar um jornalista de dados é achar as informações. Um dos sites recomendados é o Data Driven Journalism, que fornece aos usuários uma série de recursos de aprendizagem como entrevistas, estudos de casos, seminários e muito mais.

Além do Data Driven Journalism, outras opções também estão disponíveis:  Open Data Cook Book, que fornece aos visitantes um guia passo-a-passo sobre como encontrar e utilizar dados abertos, ou seja, disponíveis gratuitamente para uso, sem restrições de direitos autorais ou patentes. O governo dos Estados Unidos criou um site que tem se tornado referência em relação ao Jornalismo de dados, o Data.gov. Ele fornece informação por cidade, estado e país. Atualmente, o site contém bases de dados de 29 estados e 11 cidades americanas, 172 agências e 21 países.

Acessar os dados é apenas metade da batalha, já que os jornalistas também precisam ser capazes de interpretar e organizar os dados recolhidos. O site da IBM Many Eys é uma ferramenta que ajuda a criar visualizações de base de dados. Yahoo! Pipes é um acessível agregador de dados. O Google Fusion Tables é uma aplicação de tabelas que também cria visualizações de dados.

Estes são apenas alguns dos recursos gratuitos disponíveis na internet. Outras ferramentas incluem Data Hub, que oferece uma coleção de várias bases de dados públicos; Dipity, que permite criar linhas do tempo interativas; Codeacademy para  jornalistas que queiram aprender códigos; Spending Stories para ajudar repórteres a usar ferramentas para a análise do gasto público.

Não faltam opções para que você saiba tudo sobre o jornalismo de dados, uma ferramenta fundamental para o jornalista de hoje. Vai lá, busque, pesquise, seja um jornalista capaz de coletar, organizar e interpretar dados.

acesso-a-internet-no-brasil

Reference: https://knightcenter.utexas.edu/pt-br/blog/jornalismo-de-dados-recursos-para-ajudar-reporteres-coletar-organizar-e-analisar-dados

Dados estatísticos são utilizados no combate a criminalidade.

A insegurança que assombra a população brasileira ganhou um forte aliado na tentativa do combate a criminalidade. Os dados estatísticos quando utilizados de forma adequada são um importante meio de mapear os pontos mais críticos, e dessa forma o governo ter condição de desenvolver políticas de segurança pública que possam ter um resultado positivo.

Esse tipo de política já tem sido utilizada em alguns estados do Brasil, um exemplo que podemos citar e o estado de Tocantis. Lá foi criada a Assessoria de Estatística e Análise, que é subordinada a Secretária de Segurança Pública desse estado. Essa assessoria tem a responsabilidade de consolidar mensalmente as informações dos registros de ocorrências, e as atividades da polícia judiciária. Qualquer cidadão pode ter acesso a essas informações, assim como gestores públicos, pesquisadores, mídias, acadêmicos e a todos os que tiverem interesse.

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Isso de certo modo não é nenhuma novidade, em 1854, John Snow, criou o mapa da cólera de Londres. Esse mapa apresentava dados estatísticos em que as regiões mais violentas da Inglaterra eram representadas com cores escuras no mapa. Com o passar do tempo podia ser vista uma densidade óbvia de surto e providências podiam ser tomadas para resolver o problema.

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O Governo Federal tem um programa que visa justamente ampliar essa rede de coleta de dados para o combate a criminalidade. O Fundo Nacional de Segurança Pública, de acordo com critérios técnicos, distribui recursos materiais para que cada estado, município, possa investir em segurança pública.

A expectativa que com o passar dos dias, meses, as forças de segurança pública realizem investimentos em coleta de dados, estatísticas, para tentar frear a criminalidade assustadora que tem amedrontado as pessoas de bem do nosso país. Depois de muita repressão as “escuras”, ou seja, tentando combater o crime de forma aleatória, sem qualquer tipo de estudo sobre o assunto, os governantes perceberam que é necessária a repressão, porém aliada com números, dados, que possam dar um norte de qual região apresenta a maior mancha criminal, e assim, com políticas públicas eficientes os números em relação a criminalidade possam diminuir.

FONTES: http://datajournalismhandbook.org/pt/comunicando_os_dados_5.html

http://atn.to.gov.br/noticia/62987/

A web e suas discussões sobre fonte de dados

A web tem sido cada vez mais utilizada pelos brasileiros como fonte de dados. Com a facilidade do acesso a internet, as pessoas tem se atentado cada vez mais quanto aos dados estatísticos apresentados pelos meios de comunicação e isso tem se tornado assunto recorrente no dia  dia do brasileiro.

Podemos citar dois exemplos que evidenciam a força da web sendo utilizada como fonte de dados. O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), fundação pública de administração federal responsável por estatísticas sociais, demográficas e econômicas. E o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA), fundação pública federal vinculada à secretária de assuntos estratégicos da Presidência da República. Dados apresentados por essas duas instituições viraram assuntos discutidos, até de forma calorosa, por boa parte da população nacional.

O IPEA apresentou uma pesquisa em que 63% dos brasileiros concordavam com a frase “Mulheres que usam roupas que mostram o corpo merecem ser atacadas”. Esses números causaram grande discussão entre o povo brasileiro, com a repercussão da pesquisa o IPEA reconheceu que houve um erro na coleta de dados e na verdade 70% dos brasileiros não concordam com essa afirmação.

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O (IBGE) apresentou dados contraditórios em relação a renda per capita familiar. A discussão sobre esses dados se tornou um assunto discutido por boa parte dos brasileiros e por muito pouco grande parte dos prestadores de serviço do (IBGE) não pediram exoneração.

Em duas semanas os principais coletores de dados do Brasil foram questionados e assumiram o erro cometido. Isso mostra o tanto que a população tem se atentado a esses dados apresentados pelos meios de comunicação, em especial a web. Acabou aquela história de que o povo não se importa com assuntos importantes referentes a questões sociais, econômicas, demográficas e etc. O povo se importa sim! E a web tem um grande papel nessa mudança cultural do povo brasileiro.

FONTES: http://noticias.r7.com/cidades/estudo-do-ipea-que-diz-que-mulher-merece-ser-estuprada-tem-falha-metodologica-dizem-especialistas-04042014

http://zerohora.clicrbs.com.br/rs/economia/noticia/2014/04/tropeco-no-ipea-e-cancelamento-no-ibge-levantam-duvidas-sobre-dados-oficiais-4475301.html