DICAS JUSTAS E NECÉSSÁRIAS PARA NAVERGAR NUM MAR DE DADOS

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Os infográficos se tornaram um ótimo e fundamental mecanismo para a compreensão de assuntos complexos, tanto que o jornalistas não devem se dar ao luxo de metamorfosear a informação a tornando mais simples do que é. Que o infográfico facilita e descontrai mais, sim. Mas a essência de tais temas devem ser respeitadas, complexamente dizendo.

”As histórias são sempre mais complicadas do que parecem à primeira”. – Alberto Cairo, especialista em visualização de dados. ”Não tente simplificar dados ou histórias”.

Cairo, professor da Universidade de Miami, compartilha suas dicas para visualização de dados de uma forma mais eficaz e concentrada durante a recente conferência da Chicas Poderosas (programa de aprendizagem de narrativas visuais, organizado por mulheres jornalistas). São quatro princípios orientadores para se lembrar quando se prepara uma visualização ou infográfico.

 

ACRESCENTE O CONTEXTO

  • Os ouvintes, telespectadores, leitores, receptores precisam mais do que gráficos . É necessário detalhes e informações adicionais para que seja compreensível.

 

  • Deixa-lo de fora é apresentar qualquer verbalização apenas com o título, sem os essenciais detalhes da história.

 

É JUSTO E NECÉSSARIO, PADRÕES, NÃO EXCESSOS DE SIMPLIFICAÇÕES

 

  • Partindo a ideia, Cairo compartilha a citação do físico Richard Feynman. ”O primeiro princípio é que você não deve enganar a si mesmo e você é a pessoa mais fácil de enganar”.

 

  • Certos números não são comparáveis. É dever do jornalista partir da pergunta: ” Esta informação está sendo comparada a o quê? Quem está sendo comparado a ela’?

 

  • A analisar, ir ao fundo e compreender o fato, surge a melhor maneira de oferecer a informação ao receptor, antes mesmo de transformá-la em infográfico. Assim ao mesmo tempo se evita a explicação exacerbada que a torna banal até.

 

”JORNALISMO E MAL GOSTO, NÃO PERMITA QUE ANDEM JUNTOS. É FUNDAMENTAL CRIATIVIDADE, TODAVIA COM CÉTICA A MESMA”. 

 

  • Perante a profunda imersão de um oceano de dados, não se afogue na gama de informações, mostre o que realmente se queira ver.

 

  • Se for justo e necessário… É adequado reapresentar os dados já mostrados. E cabe a criatividade jornalística um modo diferente.

 

  • ”Visualizações não são feitas para serem vistas, mas para serem lidas, para que o usuário assuma o comando sobre como ele ou ela navega através da matéria”. – Alberto Cairo.

 

FOCO

  • O meio deve ser mantido em mente. Certos tipos de mídia, como no celular, o desafio é que a informação não pode ser mostrada como um todo, mas deve ser mostrada em sequência e camadas.

 

  • A princípio de tudo, uma responsabilidade com o planeta e a humanidade, em seguida o público alvo, empregadores e nosso mundo artíscio interior. Outrora antes de ser um artista da comunicação, um criador de dispositivos que tornem o mundo melhor.
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