Linked Jazz

Um time composto por profissionais de diversas áreas (professores, experts em web, mestres em literatura e ciência da informação assim como programadores e arquivistas) se juntou para construir um projeto de visualização de dados muito interessante.

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O resultado dessa união é a plataforma Linked Jazz, um projeto (em andamento) que investiga o potencial de aplicação da tecnologia Linked Open Data (LOD) que melhora a descoberta e visibilidade de materiais de patrimônio cultural em plataformas digitais. O projeto se concentra em arquivos digitais da história do jazz e expõe relações entre músicos revelando uma enorme rede da comunidade do jazz. Essa forma prática de divulgação e reunião de dados é muito útil para a sociedade, pois abre oportunidades sem precedentes para a criação de novos tipos de significado e provoca novos fluxos de interpretação.

O objetivo geral do Linked Jazz é ajudar a fazer as conexões dos vários dados disponíveis sobre a cultura do jazz e descobrir relações entre documentos e dados relacionados com a vida pessoal e profissional dos músicos que muitas vezes atua(ra)m em redes muito ricas e diversificadas.

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É um projeto difícil de entender em uma primeira visita ao site, mas a opção dinâmica permite uma visualização mais ordenada. Confira um vídeo que explica qual é a ideia da plataforma: 

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Faça sua própria visualização de dados

Se interessa em fazer uma visualização de dados mas não sabe por onde começar? Calma ai que já vamos te ajudar.

Grandes empresas utilizam programas caros e complexos para fazer suas visualizações de dados, mas para fazer você mesmo seu projeto existem várias ferramentas de visualização de dados disponíveis na internet GRATIS e FÁCEIS de usar.

Aqui estão algumas dicas:

Google Fusion Tables

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É uma ferramenta utilizada para produzir mapas rápidos e detalhados (inclusive aqueles em que você precisa dar zoom). A ferramenta utiliza a alta resolução do Google Maps e pode parecer meio complicada a primeira vista, mas as vantagens sobrepõem as complicações da interface. A maior vantagem é a flexibilidade que permite que você faça o upload de diferentes tipos de arquivos e ainda combine-os com uma planilha. Você não precisa de um programador para criar seu mapa e um tutorial interessante para se familiarizar é este aqui.

Tableau Public 

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Através desse software é possível fazer visualizações complexas de até 100.000 colunas de forma simples e fácil. Quando é necessário apresentar diferentes tipos de gráficos ao mesmo tempo, essa ferramenta é bastante indicada. Também pode ser usado para explorar alguns dados e é uma ferramenta intuitiva que funciona muito bem. Tente se familiarizar através deste tutorial.

Gráficos do Google Spreadsheet

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Planilhas do Google podem se transformar em gráficos bem interessantes. O que precisa é algo simples, como um gráfico de linhas, barras ou pizza? Essa ferramenta pode te ajudar bastante. É bem similar com a criação de um gráfico no Excel e não é necessário saber códigos de programação para utilizar a ferramenta. Basta selecionar os dados e clicar na janela de gráficos. Existem várias opções de personalização disponíveis na ferramenta.

 

Datamarket 

Apesar de ser mais conhecido como fornecedor de dados, o datamarket também é uma ótima ferramenta de visualização de números. A ferramenta funciona melhor com séries históricas de dados.

Many Eyes

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É uma ferramenta singular que permite o upload e a visualização de bases de dados. Atualmente se encontra meio abandonada com paletas de cores não muito inovadoras e não apresenta nada de novo em termos de visualização há um bom tempo devido aos seus criadores trabalharem atualmente para o Google. Mesmo assim, vale a pena visitar o site e ver se não disponibilizam o que você precisa.

Color Brewer

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Esta não é uma ferramenta de visualização. É uma ferramenta usada para escolher cores de mapas. Você escolhe a cor básica e ele sugere os códigos para o resto da paleta. Se você estiver precisando apenas de um apoio no design do seu mapa, é uma boa opção.

Algumas outras opções interessantes que foram citadas em uma lista do DailyTekk podem ser conferidas a seguir:

Chartsbin – mapas-múndi interativos

iCharts – Widgets de gráficos simples

GeoCommons – Compartilhamento de dados geográficos para criar mapas locais e globais

Piktochart – Templates

NADA MAIS INFOGRÁFICO DO QUE UM MAPA

jjFERRAMENTAS BÁSICAS DE MAPEAMENTO PARA JORNALISTAS

Dada a modernidade. Pleno século XXI. E ainda a grande gama de dados são muitas vezes melhor exibidas da velha e boa forma, milenar: o mapa. Assim compartilha Gustavo Faleiros, jornalista e instrutor de mídia ambiental brasileiro.

Grandes conjuntos de dados contêm informações referentes a localizações, necessitando de mapeamentos. Segundo Faleiros, ”os mapas também são uma ótima ferramenta para permitir interação com o usuário. E uma boa maneira de contar histórias”.

Gustavo Faleiro é bolsista do Knight International Journalism Fellowship e como parte do programa, em 2012 lançou a plataforma Infoamazonia, um site de notícias e mapeamentos que usam satélites e outros dados de domínio público para monitorar a floresta amazônica. Em 15 de maio de 2014 ministrou um webinário (web seminário), no Google+, fornecendo informações básicas sobre mapeamento no jornalismo. Os participantes aprenderam a obter dados a partir de fontes primárias, transformá-los em um formato de exibição e mapeá-los com ferramentas precisas. O online evento, hospedado pelo ICFJ Aniwhere, foi apoiado pela Fundação Down Jones.

DESTAQUES DA IJNet

 

UMA RIQUEZA DE DADOS ACESSÍVEIS

“Os jornalistas e os visualizadores de dados não podem se queixar da falta de fontes sobre as questões ambientais”, disse Faleiros. Décadas de dados estão disponíveis graças à pesquisa científica e observação, e os conjuntos de dados são geralmente acessíveis em formatos abertos.

Faleiros criou o Geojournalism Handbook para ajudar os jornalistas a explorarem fondes de dados geográficos. O manual contém informações sobre como acessar os dados ambientais, sobre tudo, de incêndios florestais a emissões de gases do efeito estufa. Também oferecendo turoriais ensinando manipular, mapear e visualizar tais dados.

UM MAPA QUE FAÇA TUDO, NÃO HÁ

Os jornalistas podem se dar ao prazer do luxo de escolher uma série de diferentes formatos  de mapa, que oferecem inúmeras possibilidades infograficas. Dentre eles:

  • MAPAS DE PONTOS. Exibem múltiplas marcas em uma região.

Por exemplo, cada ponto no mapa abaixo representa uma fonte de água na Tanzânia.

http://www.waterpointmapping.org/interactive-map-examples/example-of-point-maps

  • MAPAS POLOGONAIS. Usam formas para representar os dados de uma região geográfica.

Por exemplo, o mapa do Texas Tribune, abaixo, que mostra os locais de eliminação de águas residuais do estado, muitas vezes a partir de operações de faturamento hidráulico.

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  • MAPAS CLOROPLET. Usam polígonos com códigos de cores e são ideais para olhar tendências.

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Por exemplo, abaixo o mapa cloropleth de emissoes de CO2, usa vermelho onde há mais emissões e verde onde há menos.

  • MAPAS DE CALOR. Representam dados como cores, ou “calor”.

Por exemplo, abaixo.

http://www.patrick-wied.at/static/heatmapjs/example-heatmap-googlemaps.html

  • MAPA DE BOLHA. Mostra cada ponto de dados como um círculo, cujo tamanho é dimensionado de acordo com o seu valor.

Por exemplo, o mapa a baixo que mostra a população por município nos Estados Unidos.

http://bost.ocks.org/mike/bubble-map/

  • MAPAS CARTOGRAMAS. Distorcem formas geográficas proporcionais aos dados que estão sendo representados.cartogram

 

PARA CONFERIR… FERRAMENTAS IDEIA PARA JORNALISTA IDEAIS

Planilhas do Google a Fusion Tables e CartoDB. São algumas de muitas ferramentas que estão disponíveis para analise e motra do sconjuntos de dados para formar um mapa. Gustavo Faleiros, reune uma lista de ferramentas que resume vantagens e desvantagens de cada ferramenta e exemplifica como uma pode ser usada.

https://docs.google.com/document/d/1x0nyx513zgU6C1FbT5BESr0HkiTAFM0bVJG896864Hk/edit?pli=1

Quanto a criação de mapas onlie, Faleiro recomenda que os jornalistas se familiarizem com  um número de formatos e habilidades para lidar com informações gerográficas, incluindo CSV, XLS ou qualquer formato de tabela com colunas de latitude longitude; formatos KML/KMZ usados pelo google Earth ou Fusion Tables; pastas SHP (Shhapefile) e GEOTIFF. Também devem saber como ”geocodificar” ou encontrar dados usufruindo de ferramentas que leem informações geográficas automaticamente.

  – MAIS INFORMAÇÕES – 

http://www.icfj.org/

https://ijnet.org/

POR,

André Cardoso Nascimento – (LANDRE). Estudante do curso de jornalismo da Pontifícia Universidade Católica de Goiás.

Twitter: @CardosoLandre – https://twitter.com/CardosoLandre

WordPress: Blog – http://cardosolandre.wordpress.com/

Nove dicas para criar uma animação de jornalismo de dados Roteiros para animações de dados

  • Os dados são a parte fácil que demora menos tempo, certifique-se de dar espaço suficiente para que o animador possa fazer seu trabalho sem se apressar.
  • Tem que ser seletivo, não precisa de muitos dados para encher dois minutos.
  • Escrever um script é como fazer uma grande apresentação: Não use palavras demais. Você não tem que explicar tudo sobre os dados se é isso que a imagem está fazendo. Caso contrário, você acaba como um desses slides de PowerPoint em que alguém escreveu tudo o que está dizendo bem na sua frente.
  • Forneça dados suficientes para animar de forma que ajude a contar a história. Tente fornecer uma tabela de lista de países, mas escolha os que devem ser incluídos, isso também se aplica à forma como geralmente se trabalha com artistas gráficos, certifique-se de que todos têm as informações, mas ajude a escolher os pontos-chave.
  • Você não está escrevendo um artigo, leia o roteiro em voz alta para ver como ficara antes de enviar.
  • Tente obter o que for possível com antecedência, não é bom ter uma idéia de ultima hora quando o vídeo final está sendo processado (que pode levar horas).
  • Organize a música com antecedência, sempre é uma das tarefas mais difíceis.
  • Pense em quem vai fazer a narração.
  • Confie no animador e designer provavelmente eles sabem muito mais do que você.

 

Curso de jornalismo de dados na FAAP

Objetivo do curso era atender a alta demanda do mercado, o curso aconteceu dia 15 de abril de 2014. Também aconteceu o primeiro grande MOOC em português sobre visualização e infográfica, ministrado pelo professor Alberto Cairo, uma grande oportunidade para aprofundar no tema.

FAAP, pretendeu atender a demanda do mercado por jornalistas e profissionais de comunicação. O programa do curso de extensão retratou o cenário de um processo de evolução do jornalismo digital, criando times dedicados a esse setor, como já é visto em vários canais digitais de informação, como The New York Times, BBC, The Guardian, Chicago Tribune, Washington Post e Estado de S. Paulo. Governos começam a disponibilizar informações detalhadas de suas atuações, assim como gastos excessivos ou desnecessários, para serem investigados por milhões de pessoas. Companhias de diversos setores oferecem dados públicos. Hackatons se propõem a encontrar soluções para problemas das cidades.

No total as 14 aulas abordaram a história e a importância dos dados na comunicação, além de oferecer maneiras eficientes de encontrar informações relevantes. Foi discutidos conceitos como Open Data, Big Data, Linked Data, APIs públicas e uso excessivo do Facebook, Google+ e Twitter, interpretação, manipulação e visualização de dados. Os profissionais conheceram ferramentas gratuitas disponíveis na web, para produzir informação de um modo mais simples e eficaz, receberão uma consultoria especial dos profissionais do Tableau, uma das melhores ferramentas de visualização de dados do mundo.

 

Espanha terá segunda edição das jornadas de jornalismo de dados

O objetivo da segunda edição das jornadas de jornalismo de dados é discutir as últimas tendências do campo de jornalismo de dados. Que acontece de 24 a 27 de abril, em várias cidades da Espanha. O encontro é considerado um dos principais eventos sobre o tema, reunirá jornalistas e outros profissionais envolvidos com a área.

Entre as novidades da edição está à apresentação do projeto latino-americano Chicas Poderosas, que tem como objetivo aumentar a presença de mulheres com perfil tecnológico nas redações. Ocorrera no evento palestras de diversos profissionais, entre eles a jornalista irlandesa Nicola Hughes, a programadora uruguaia Gabriela Rodríguez e a jornalista visual portuguesa Mariana Santos, fundadora da rede Chicas Poderosas. Também participarão espanhóis como Noemí Ramírez García, Mar Cabra, do Consórcio Internacional de Jornalistas Investigativo e Jesús Escudero.

As sedes principais das jornadas serão Medialab Prado e Fundação Telefónica, em Madri, Faculdade de Ciências da Comunicação Blanquerna e CaixaForum, em Barcelona, e Associação de Imprensa de Almería, em Almería. 

Curso gratuito sobre Jornalismo de Dados

Começou no ultimo dia 19 de maio o primeiro MOOC Massive Open Online Course de Jornalismo de Dados. O curso é gratuito e tem a duração de cinco semanas, esta sendo organizado pelo centro europeu de jornalismo e sendo patrocinado pelo ministério da educação e ciência da Holanda e pela African Media Initiative. Todas as pessoas que tem acesso à internet e que domine o idioma inglês podem se inscrever. O curso será ministrado por Simon Rogers, Paul Bradshaw, Steve Doig, Nicolas Kayser-Bril, e Alberto Cairo.
Moradores de São Paulo, Porto Alegre, terão uma vez por semana grupos locais de aprendizado, fornecidos pela escola de dados, W3C Brasil, Abraji, HacksHackersSp, Editora AbrilPUCRS e UNESP. O objetivo dos encontros presenciais é tirar dúvidas com os monitores e se manter em dia com as tarefas, tudo gratuito.
Jornalismo de dados abrange diversos significados dependendo com quem se conversa. Para alguns, é o jornalismo investigativo que se baseia em dados, o “Jornalismo de Precisão“. Para outros, é a ciência da computação, jornalismo e design. Porém, qualquer que seja a definição, é um fenômeno que está realizando boas revoluções em redações. The New York TimesThe GuardianLos Angeles Times e outros jornais já possuem equipes especializadas em jornalismo de dados. O curso oferece cinco módulos, um para cada semana. O primeiro irá discutir jornalismo de dados nas redações, o segundo vai explorar como encontrar dados para sustentar histórias, durante há terceira semana o curso vai apresentar formas de pautas por meio de análise de dados, o quarto explicará como lidar com dados confusos, na última semana, como contar histórias fazendo a visualização dos dados coletados durante a produção de nossas reportagens. No final do curso os alunos saberão como encontrar, analisar, limpar e visualizar dados relevantes para suas reportagens.