Dicas para a solicitação de dados

Seguem abaixo algumas dicas importantes na solicitação de dados:

 

Planejar com antecedência

Em uma solicitação formal de informações é sempre necessário montar o pedido no início da pesquisa e contar com outras possibilidades de busca em paralelo. É possível que órgãos públicos demorem para processar os pedidos.

 

Taxas

Verificar se são cobradas tarifas no processo de solicitação e recebimento de informações. Você pode preferir que as informações sejam enviadas por arquivos eletrônicos assim evitando custos.

 

Conheça os suas direitos

Para saber o que as autoridades estão ou não obrigadas a fazer nada melhor do que descobrir os direitosque você possui antes de começar. Muitas leis estabelecem prazo para que as autoridades respondam as solicitações.

Os governos não são obrigados a processar dados para você, mas deveriam disponibilizar esses dados.

 

Simplicidade no pedido

É recomendável iniciar com um pedido simples de informação e assim que conseguir o dado inicial, colocar mais perguntas. Esse cuidado serve para que a instituição não solicite um prazo maior afirmando ser um pedido complicado.

 

Pedidos com exceções

A questão que estiver em exceção no pedido (a mais problemática) deverá ser enviada separadamente evitando que as outras questões não sejam respondidas.

 

Organizações livres das leis de acesso à informação

É importante estar informado sobre empresas privadas, ONG’s, organizações religiosas e/ou outras instituições que não tem obrigação de divulgar documentos. Sobretudo, pode – se localizar dados sobre elas solicitando a órgãos públicos cobertos pelas leis.

 

Fonte:

http://datajournalismhandbook.org/pt/getting_data_1.html

Advertisements

Saiba quais são os tipos de infográficos

Os infográficos podem ser complementares (suplementam o texto) independentes (sem relação com algum texto); individuais ( elaborados de forma simples) ou compostos (com recursos multimidiatico); jornalísticos (quando estão em matérias jornalísticas) ou enciclopédicos (o assunto é abordado em sua totalidade

Ao longo do tempo, diversos autores atribuíram nomes diferentes para designar infografias como: infografia digital, multimídia, interativa e animada. Porém, visto que elas se manifestam de diversas formas,  segue abaixo a classificação.

 

Quadro 1 – Classificação dos Infográficos

 

TIPOS DE INFOGRÁFICOS RECURSOS OFERECIDOS ONDE SÃO ENCONTRADOS
Não-Interativo – fusão de textos e imagem (fotografia, ilustração);-Não possui  animação; – suportes analógicos, jornais, revistas, folders, manuais; tutoriais;- suporte digital (web)
Multimídia -fusão de textos, imagens e áudio (aceitando movimento)-Possui animação -suporte analógico:TV tradicional;-suportes digitais: web, celular e TV digital.
Interativo -fusão de textos, imagens ( em movimento) e áudio;-Tem animação-É movida pelo espectador – Somente suportes digitais.

 

O termo interativo no quadro acima merece destaque, pois na atualidade, a palavra interatividade esta mais ligada a  toda e qualquer atividade ou máquina que permita uma participação. Um programa de TV, um forno elétrico, tudo é comercializado e consumido como algo que tem interatividade.

É possível perceber que existe na atualidade uma crescente indústria da interatividade, pois tudo que aceita alguma troca de ações recebe o nome de interativo.

A interatividade está ligada à bidirecionalidade do processo, onde o movimento  acontece em duas direções. O processo de um meio de comunicação seria aquele onde o emissor e receptor dialogam entre sim enquanto a mensagem é construída. Para outros estudiosos a interatividade possui três níveis, de acordo o envolvimento o usuário, sendo: reativo (com pouco domínio do usuário sobre a esquematização do conteúdo) coativo: (o usuário pode controlar a sequência, ritmo e estilo); pró-ativo (o usuário pode controlar  a estrutura e o conteúdo).

Nesse aspecto, convém classificar em “interativos” os infográficos onde o espectador pode intervir. Não se sabe se existe algum que viabilize à prática bidirecional, onde o usuário possa controlar por completo o conteúdo, mas contudo, a TV Digital pretende atingir esse nível.

Sobre as infografias veiculadas na televisão – videografismo cabe mencionar que podem ter natureza interativa ou não, levando em conta, os diversos níveis de interatividade que são restringidos pelo suporte analógico ou digital.

Os infográficos priorizam o atual, mas podem ser de memória, quando retratam fatos que aconteceram.

 Fonte:

http://www.cchla.ufpb.br/ppgc/smartgc/uploads/arquivos/8c9993063620101112101044.pdf

O espírito interativo do jornalismo de dados

redes-sociais-impacto

Usar dados no jornalismo definitivamente não é nenhuma novidade.
Novas mesmo, são as facilidades que as tecnologias e seus aplicativos, programas e softwares – têm oferecido para agregar na separação, limpeza e filtragem de dados antes impossíveis de serem feitos manualmente.

Outro fator importante para o jornalismo de dados ou “data journalism” ser a “área do momento” é o desenvolvimento das leis de acesso à informação, cada vez mais adotadas por países democráticos, que permite um maior acesso a reveladores números.

E é justamente por isso que esse tipo de jornalismo é tão interessante.
Esse ” novo contexto” cada vez mais digital, atende e muito bem a audiência, com matérias investigativas, fatos representativos ou estatísticas, sempre muito bem apresentados de modo interessante e interativo, permitindo que o conteúdo gere engajamento e sem dúvida atraia a atenção do público atingindo também o mundo dos negócios, onde grandes empresas passaram a investir pesado cada vez mais em análise de gigantescas bases de dados para capturar movimentos do mercado, comportamento das pessoas e escolhas dos consumidores, envolvendo e contribuindo de forma crucial para a sobrevivência da mídia.

Jornalismo de dados um auxílio

cover_print-pt  
Todos nós sabemos que atualmente o jornalismo de dados é muito útil, podemos enxerga-lo até como uma adaptação do jornalismo para lidar com os precedentes atuais. Ele auxilia de varias maneiras em diversos meios. Em uma investigação mais rápida e apurada, na compreensão de novas técnicas. Por isso quando não utilizamos de suas dicas mais simples acabamos em enrascadas, como : A existência de duas pessoas com mesmo nome, quando nos deparamos com uma situação assim pensamos “O que fazer ?” No manual de jornalismo de dados, (http://datajournalismhandbook.org/pt/) o conselho é que haja uma apuração maior, abordando o endereço, data de nascimento e outros registros , para diferenciar estas duas pessoas, evitando confusão e vergonha. Outro caso é de documentação necessária para obter uma matéria ampla e bem planejada, a recomendação e que peça toda a documentação possível e depois separe o que quer em vez de ficar pedindo em pedaços. O mesmo pode ser dito da internet, como procurar dados com este viés onde tudo é muito restrito. Coisas muito específicas com o numero de mulheres mortas no estado de Goiás, vai ser difícil se não impossível de encontrar. O todo é sempre mais fácil de se conseguir. Pois além das informações serem restritas ( escassas) elas são renovadas, por exemplo você só encontrará dados de três anos para cá. O manual apresenta vários exemplos assim ,para evitar isso ele nos  mostra como lidar com o pedido e composição dessas informações. Outro grande problema é a organização dos dados que são passados, as vezes recebemos estes “dados” e eles estão desarmonizados, bagunçados, pois a maioria deles é colhido para fins burocráticos, então sempre temos que organizar, ler e reler para formamos uma linha coerente, afinal, imagina como seria trágico passar uma informação desatualizada, errada, bagunçada para frente. A recomendação é sempre ser muito cuidadoso. No manual de jornalismo de dados você aprende como lidar com diversas situações, em um dos exemplos citados os jornalistas não analisaram direito os dados coletados e acabaram causando uma grande bagunça resultando até em acusações. Manchar o nome de uma pessoa não é legal, publicar e passar uma informação incorreta também não, mas para facilitar o caminho na linha da veracidade e da ética temos técnicas e o jornalismo de dados é uma delas.

O jornalismo de dados no Brasil e no mundo

O Jornalismo de dados nada mais é do que achar furos,tendências,pautas,e até reportagens no meio de milhares de dados,talvez ainda nem relacionados.É um mercado em franco crescimento,que vem sendo facilitado pelo surgimento de novas tecnologias.Cada vez mais as redações estão se atentando para o potencial do jornalismo de dados,e aderindo a essa tendência.

Nesse post de hoje,listarei algumas dessas redações no Brasil e no mundo, que já possuem páginas de dados.

No Mundo:

1.The Guardian(Inglaterra):Foi pioneiro em muitos conceitos do jornalismo de dados.  http://www.theguardian.com/news/datablog

2.Nación(Costa Rica):Cada vez mais vem introduzindo novas ferramentas interativas de visualização.                                                      http://www.nacion.com/data/

3.La Nación(Argentina):Ganhador de prêmios na categoria investigação a partir de dados. http://www.lanacion.com.ar/data

4.NY Times(EUA):A partir de 2009 passou a publicar seus indices de reportagens publicadas e bases de dados abertas.                          http://data.nytimes.com

No Brasil:

1.InfoAmazônia:Oferece notícias e dados sobre a região Amazônica. http://infoamazonia.org

2.Escola de dados:Trabalha para capacitar pessoas,empresas e instituições a utilizar os dados eficazmente.                                                    http://escoladedados.org

3.Estadão:Publica dados estatísticos sobre política,economia,segurança,saúde,entre outros. http://blog.estadaodados.com

4.Zero Hora:Sua página reúne os principais aplicativos de jornalismo em bancos de dados produzidos pela redação da Zero Hora. http://zerohora.clicrbs.com.br/rs/pagina/zb-dados.html

Uma nova forma de jornalismo: O jornalismo de dados

O jornalismo de dados está cada vez mais em alta no meio jornalístico.Mais e mais jornalistas,meios de comunicação,estão percebendo o poder do jornalismo de dados,e investindo nele.Em uma época em que os volumes de dados estão cada vez maiores,é de grande importância organizar esses dados,para que eles possam ser aproveitados da melhor maneira possível.Mas por ser ainda uma novidade,muitas pessoas não entendem o valor e o que pode mudar com esse tipo de jornalismo.

O jornalismo de dados pode contribuir para o descobrimento de furos jornalisticos e ajudar a contá-los de forma mais interessante.O uso da análise de dados possibilita o descobrimento de tendências e informações importantes e fundamentais sobre governos,empresas e instituições. Também com a visualização,pode-se apresentar informações de maneira mais interativa e clara,que é cada vez mais uma tendêcia com o crescimento do jornalismo digital. No mundo atual em que o jornalismo está,de certa forma,decadente,a inovação pode fazer a diferença,já que adiciona um valor as histórias,possibilitando que haja uma interação do público com o conteúdo.

E cada vez mais acessível,o jornalismo de dados está sendo mais aberto para seu desenvolvimento.Já existem diversos manuais e cursos online que ensinam como fazer o jornalismo de dados,além de diversas ferramentas para começar  a limpar e a analisar os dados.E um ponto importante  possibilitado por essas ferramentas é que não só grandes redações,mas também as menores podem empreender esses projetos,o que nivela a competição de mercado entre as empresas de mídia.

Há ainda muito o que aprender e espaço para crescer com o que já sabemos e temos de ferramentas para o jornalismo de dados.São novas possibilidades, habilidades e usos,que só resta a nós trabalhar para desenvolvê-los.

Importância dos cursos de jornalismo de dados

Por Wesley Cassimiro

O jornalismo de dados consiste em uma forma bem simples, que é o jornalismo com todas as técnicas e também os dados. Fazendo a união dos dois faz com que as pessoas entendam com mais claridade, a explicação dos dados.  Quando os jornalistas tem acesso aos dados, eles fazem uma análise fundamental para repassar para os leitores. O trabalho com os dados é muito importante, tanto para os jornalistas quanto para o público. Eles repassam mais transparência para as pessoas que o acessa. Existem diversos cursos para aprender jornalismo de dados, um jornalista que sabe trabalhar com os dados consegue estar na frente com de outros, desenvolvendo melhor a profissão.
Existem cursos online para aprender jornalismo de dados com, por exemplo: a organização Data Driven Journalism do Centro Europeu de Jornalismo que por sinal abriu recentemente as inscrições para o curso de jornalismo de dados.  Este curso é introdutório de cinco módulos é composto dos seguintes tópicos: jornalismo de dados na redação,  encontrando ideias de pauta com análise de dados, lidando com dados desorganizados e contando histórias com visualização. O mecanismo que eles usam é: Aulas em vídeo, tutorias, leituras e fóruns de discussão. O curso é aberto a qualquer pessoa no mundo, que tenha acesso a internet.

sticker_escola_de_dados-300x300